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The Mettwurst Tour

 

O que começou por ser “apenas” a primeira viagem de Jamie & The Marx além fronteiras acabou por se tornar numa epopeia com muito mais capítulos do que se previa inicialmente. Reunimos no Aeroporto do Menino de Ouro e levantámos voo em direcção a Londres, Stansted no dia 1 de Dezembro e até aqui tudo bem, apenas 10 minutinhos de atraso. A primeira adversidade dá-se quando aterramos e nos apercebemos que ia ser muito difícil apanhar o voo de ligação que nos levaria para Hannover. Mas não se desiste sem tentar, pois não? Após uma série intensiva de crossfit com malas e mochilas pelo aeroporto, acabámos por chegar à porta de embarque mesmo a tempo de ver o avião levantar voo sem nós. O próximo voo era apenas no dia seguinte por isso lá tivemos de passar a noite no chão de primeira categoria do aeroporto.

Ora bem, 7h55 do dia 2 de Dezembro e lá levantámos voo em direcção a Hannover. Chegados a Hannover, tínhamos de apanhar um comboio para irmos ao encontro dos nossos anfitriões em Göttingen mas, como nada foi fácil nesta viagem, em vez de apanharmos o comboio mais rápido que faria a viagem em 30 minutos, enganámo-nos e fizemos uma viagem de 2 horas recheada de paragens. Mas o importante é chegar ao destino, não é?

Lá fomos recebidos pelo grande Siegbert que nos conduziu finalmente até ao Marshall Amp Museum, aquela que acabaria por ser a nossa casa por três dias. E que casa! As fotos falam por si: amplificadores Marshall para todos os gostos, desde primeiras edições a edições especiais, passando pelos grandes clássicos da marca como não podia deixar de ser. Depois de uma vista de olhos ao museu para matar a curiosidade e de um lanchinho com o Siegbert e a Iris fomos para a pousada repor energias para o concerto que se aproximava.

Toca o despertador, estava na hora de fazer barulho! Regressámos ao Marshall Amp Museum onde conhecemos os Greta’s Legs, que já se iam preparando para dar início ao primeiro concerto da noite. E que concerto! Classic Rock, como manda a lei, com muita pujança e energia. Enquanto aquecíamos para o nosso concerto o público respondia incessantemente à banda do nosso anfitrião. Depois de 2 encores, chegou a nossa vez. E que bonito foi este concerto! Um público que não nos conhecia mas que participou com todo o afinco ao longo de todo o concerto, cantando, dançando e interagindo connosco. Depois de 2 encores e para fechar em grande, como não podia deixar de ser, juntámos as duas bandas no palco para tocar Knocking On Heaven’s Door e foi bonito, muito bonito! Claro que enquanto tocávamos o Rodolfo ia fazendo magia com a máquina, captando instantes para mais tarde recordar. Terminado o concerto, fomos dormir de coração e de cartões de memória cheios.

Acordamos no dia seguinte e qual nossa surpresa quando abrimos a janela? NEVE! Nevou durante a noite e a paisagem estava coberta por um manto branco. Passámos o dia no quentinho do Marshall Amp Museum e ao cair da noite fomos a um mercadinho de Natal num castelo local onde provámos algumas bebidas quentes, até porque bem precisávamos de aquecer o sistema: Glühwein (vinho quente), Lumumba (cacau com rum) e cacau só por si para aqueles que estavam a conduzir. Para fechar o dia, “enchemos o pandulho” numa pizzaria local, a única das redondezas mas muito, muito boa!

O tempo voou e chegámos ao nosso último dia por terras germânicas. O Rodolfo aproveitou para registar cada bocadinho do museu e nós aproveitámos para experimentar amplificadores, instrumentos e ainda para fazer um concerto à porta fechada no museu. Assim se passou o dia e lá regressámos a Göttingen para apanharmos o comboio de volta a Hannover. Antes da viagem, como não podia deixar de ser, fizemos uma última refeição com o Siegbert e a Iris no Cafe del Sol, onde tivemos oportunidade de provar schnitzels, um dos pratos mais típicos da Alemanha. E assim chegou o momento do adeus aos nossos anfitriões. Depois de 3 dias recheados de vivências para recordar, era hora de nos despedirmos do Siebert e da Iris e voltar ao aeroporto.

Mais uma viagem de comboio e qual a nossa surpresa quando o comboio pára numa estação que não era o aeroporto e em que toda a gente sai. Como as indicações eram apenas dadas em alemão, perguntámos a um rapaz o que é que se passava e qual a nossa surpresa quando nos diz que estávamos a ser evacuados para uma escola porque tinha sido encontrada uma bomba no aeroporto. Um bocadinho abananados pela notícia lá nos dirigimos de autocarro para a escola e foi-nos informado que foi encontrada uma bomba da II Guerra Mundial numa obra que estava a ser realizada no aeroporto e que o aeroporto tinha sido evacuado como medida de segurança para averiguarem o estado da bomba e tentar desmantelá-la em segurança. 2 horas depois e com a bomba desmantelada, lá fomos levados de volta para o aeroporto. O que é bom acaba depressa e às 5h do dia 5 de Dezembro chegou a hora de fazer o último trajecto desta viagem tão intensa: Hannover > Funchal. 2 horas e 30 minutos depois estávamos no Aeroporto do Funchal mas trazíamos a bagagem das recordações bem, bem mais cheia do que a levámos e essa mala nunca se há-de esvaziar.


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